Profissão: chef de cozinha

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Caio Fontenelle, do Restaurante Figueira e do Pepper Jack, fala sobre os desafios e as delícias do dia a dia dos profissionais

A profissão de chef de cozinha se tornou uma das mais procuradas no Brasil. Com a expansão das escolas de gastronomia de nível superior nos últimos anos, o número de interessados nas aulas oferecidas por cerca de 100 instituições do país, pulou de 2 mil para 9 mil, segundo pesquisa divulgada pela Revista Época. Além disso, basta ligar a televisão para assistir um dos diversos programas relacionados ao setor, como Masterchef, Cake boss, entre tantos outros.

Esta atividade tão necessária e requisitada ganha uma homenagem especial hoje (13/5), Dia Nacional do Chef de Cozinha. A data foi criada para celebrar àquele que elabora pratos, supervisiona serviços, organiza a cozinha, entende tudo sobre sabores, planeja cardápios, entre tantas outras funções para transformar os alimentos em verdadeiras delícias.

Para saber mais sobre a profissão e sobre os desafios dos chefs, nós do Senhor Sabor conversamos com o Caio Fontenelle, chef há 10 anos do Restaurante Figueira e há seis anos do Pepper Jack, em Blumenau (SC).

Foto_033-2014 (Figueira Restaurante)

– Como foi o seu primeiro contato com uma produção na cozinha?

Desde meus 20 anos tive oportunidade de visitar algumas cozinhas profissionais e experimentais das empresas em que trabalhava, como Nestlé e Unilever. Foram nestas cozinhas que comecei a conhecer algumas técnicas de preparo e me apaixonar pelo setor. Em 2004, comecei a fazer estágios em cozinhas de restaurantes renomados do ramo de carnes, para aprender melhor a profissão.

– Optar por essa profissão foi algo natural? Ou você chegou a seguir em outro setor?

Trabalhei por um pouco mais de 20 anos como executivo em empresas multinacionais, mas sempre com um sonho na cabeça de um dia ter um restaurante. Receber amigos em casa e cozinhar sempre foi minha paixão que foi tomando corpo com o tempo, até o momento que já não cabia mais gente em casa (risos). Há 12 anos tomei a decisão de largar a carreira e montar meu primeiro restaurante. Foram dois anos de planejamento, e agora, 10 anos de atuação.

-Se não fosse chef, o que seria?

Não sei se haveria mais uma opção, pois amo muito o que faço. Sou apaixonado também por arquitetura e acabo praticando um pouco nos meus negócios definindo os projetos. Acho que os negócios têm que ter a sua cara e identidade, é uma grande forma de expressão.

– Qual seu prato preferido e o que mais gosta de preparar?

Todos tiram sarro da minha cara, pois não posso ver um pastel na frente. Simplesmente adoro um pastel bem feito, massa crocante e leve, com os recheios variados. É um produto muito versátil, você pode acrescentar sabores de diversos países sem perder a identidade original do produto. Gosto de cozinhar intuitivamente com os ingredientes que estão à minha disposição. Gosto muito de temperos marcantes e invisto bastante nisto.

– Algum ingrediente, utensílio ou maneira de produção que lhe fez alterar o processo de preparo de alguma receita?

Acho que uma boa panela ou frigideira faz toda a diferença, como também uma boa chama de fogão. A temperatura de preparo certa é muito importante para mim.

– Quais os maiores desafios da profissão?

Manter o padrão dos produtos e a equipe unida em um só objetivo.

– Qual a sua dica para quem quer empreender no segmento?

Estude bem o mercado e suas oportunidades e somente entre no ramo se tiver paixão.

Foto_095-2013 (DecoraCAo Pepper Jack)

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