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Reconheça Nova York pela comida

A mais reconhecida cidade americana, talvez uma das mais visitadas do mundo, recebe visitantes em busca dos famosos cartões postais, mas também interessados na gastronomia. E nem precisa ser muito rebuscada. Nova York, na realidade, é muito famosa por comidas simples, daquelas que pode-se comer sentado no parque, por exemplo.

img_1105Hot-dog
O famoso “cachorro-quente” é um prato muito nova-iorquino. O sanduíche foi introduzido nos Estados Unidos por imigrantes alemães, teve a receita aprimorada com a troca da salsicha e a retirada do chucrute, e ganhou notoriedade. Estima-se  que em todo o país sejam consumidos 2 bilhões de hot-dog por ano. Cento e cinquenta milhões somente no dia 4 de julho.

img_1678Smoothie
A palavra em inglês significa “macio” e esta suavidade é trazida para vitaminas e sucos batidos no liquidificador com gelo. As receitas podem ter leite, suco de frutas, frutas inteiras, verduras e uma série de outros ingredientes. Pelas ruas de Nova York, food-trucks servem estas delícias. E há vários restaurantes e lanchonetes que mantêm os smoothies no cardápio.

img_1784Sorvete no pote
O sorvete é também um hábito de Nova York que, mas esta marca em especial, ganhou reconhecimento pelo sorvete macio, com pedaços grandes de outros elementos como frutas e chocolates. E caldas, doces, saborosas, que garantem um sabor exclusivo às receitas.

img_2221Sorvete de casquinha
Pelas ruas da mais cosmopolita das cidades, não é difícil encontrar quem esteja saboreando o típico cone-icecream. O formato é referência e o sabor também, com a baunilha como principal estrela. Marcas de fast-food e sorveterias sobre rodas vendem o doce gelado. Agora já também com outras combinações como calda quente de chocolate e confeitos.

img_1941Limonada
Seja na versão somente suco de limão ou na combinação com frutas vermelhas (como morangos, amoras e mirtilos) a limonada é a cara do Verão nova-iorquino. Pode ser comprada já separadas em copos nos parques, mercados, conveniências e cafés. Com a soma das “berries” é conhecida como pink lemonade.

img_2203Chá gelado
Acredite você, os chás gelados também viraram mania em Nova York. No Starbucks com versões refrescantes, como a do chá preto com limonada e suco de manga. Tem ainda uma novidade que são chás com bolinhas de gelatina com extrato de frutas. Ao tomar o líquido em canudos bem largos, as bolinhas entram na boca e explodem espalhando doçura ao paladar.

img_2210Chocolate
As lojas da M&M e da Hershey’s  em plena Times Square garantiram às duas marcas o desejo entre turistas e moradores. É que ambos os espaços levam às sensações. Os chocolates deixam de ser somente doces, para ganharem prateleiras em formatos de pelúcia, molhos e brinquedos (para adultos e crianças, sejam ou não chocólatras). Ah, tem a versão clássica também: chocolate em barra e bombons.

img_2267Milk-Shake
Sorvete batido com leite é hábito americano. Acompanha bem principalmente com hambúrgueres e batatas-fritas. Se não curtir esta mistura, pelo menos a receita sozinha você deve experimentar em Nova York.

img_2358Burrito (Tex-Mex)
Com muitos latinos, Nova York também é a terra da comida mexicana, que recebeu alguns ajustes no estado do Texas e se espalhou pelo país com o carinhoso apelido de Tex-Mex. Há redes de fast-food que preparam os tradicionais burritos, mas há restaurantes menores (e bem saborosos) em diferentes locais da cidade.

New York Burger Challenge – qual será o melhor hambúrguer de Nova Iorque?

De um lado a publicidade, a divulgação maciça e as várias reportagens nos meios de comunicação nova-iorquinos sobre o Burger Joint. De outro, a experiência, a indicação de nativos e uma rede de franquias do Shake Shack. Ao Senhor Sabor, coube o desafio de analisar os dois mais famosos hambúrgueres de Nova Iorque.

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Burger Joint.

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Shake Shack.

O primeiro analisado foi o Shake Shack. Indicação de conhecidos americanos, acabei visitando a unidade do Brooklyn, logo na saída da ponte que liga o bairro à ilha de Manhattan. Mas há unidades por toda a região. Várias. Fui no início de tarde, por volta das 14h. Havia uma pequena fila, mas logo fui atendido. Pedi a opção tradicional, para poder comparar de maneira igualitária com o outro competidor.

Hambúrguer mais limonada custou U$ 16. O sistema não é o mesmo de fast-food, ou seja, você precisa esperar seu pedido. Mas o meu levou menos de 10 minutos para ficar pronto. Apesar da boa aparência, o pão estava tostado na medida, mas já molhado pela gordura da carne. A batata frita veio em grande porção, sequinha, bem gostosa. Aproveitei minha refeição em uma mesa comunitária, conversando com uma descendente de orientais que, assim como eu, fez várias fotos do prato.

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No Burger Joint fui numa quinta-feira, por volta das 19h. Demorei a encontrar o lugar que fica dentro do Le Parken Meridien. A dica é: entre no saguão do hotel. Numa portinha ao lado da recepção fica a lanchonete. O espaço é pequeno, principalmente porque recebe muita gente. Os hambúrgueres são produzidos ali mesmo, com a chapa a todo vapor (e fumaça). Prepare-se para sair defumado de lá.

Pedi um hambúrguer tradicional e uma água. A batata era acompanhamento extra. Deixei de lado. A conta fechou em U$ 16. O preparo levou menos de cinco minutos. Sem mesa para me acomodar, levei o meu hambúrguer para viagem. Saboreei o meu do lado de fora do hotel, em uma conveniência com mesas na rua. Achei a carne no ponto, sem gordura, porém com pouco sal. O pão estava tostadinho e o sanduíche o repete o tamanho do Shake Shack.

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Elenquei alguns critérios, e dei notas de 0 a 10 para cada um deles. Juro que só fiz a soma no Brasil. Confira o resultado:

Localização: 10 – 10
Atendimento: 10 – 10
Sabor: 7 – 9
Tamanho: 8 – 8
Estrutura: 10 – 8
Total: 45 – 45

Com a mesma nota final, a dica é você se atentar aos critérios e escolher aquele que mais pode influenciar na sua escolha. Eu diria até que você fizesse como eu, experimentasse ambos para tirar suas próprias conclusões. E aproveitar o Senhor Sabor que Nova Iorque oferece.

Adendo importante!!!
Numa das minhas noites em Nova Iorque passei pelo Trailer Park, na Rua 23, quase esquina com a 8ª Avenida. O visual meio anos 1980 da entrada me chamou a atenção. Estava com fome e acabei pedindo um hambúrguer da casa. Veio em 10 minutos, com batata doce frita, salada de acompanhamento e uma cerveja pale ale. Total: U$ 17.

O sabor da carne estava na medida e não havia registro de gordura. Diferentemente do que é normal nos Estados Unidos, a receita veio no prato. A salada estava ao lado. Inclui no pão quem acha interessante a combinação. Já a batata doce frita (salpicada com açúcar e canela) foi a grande experiência da noite. Acompanha bem tanto com o hambúrguer quanto como sobremesa.

O espaço é bem vintage. Tem elementos, cores e vibe que relembram desde os anos 1920 até os 2000. Adorei e recomendo!

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Endereços
Shake Shak
Endereço: Old Fulton St, Brooklyn
Telefone: +1 347-435-2676
Funcionamento: Aberto entre 11h e 23h

Burger Joint
Endereço: 119 W 56th St, New York (no Le Parker Meridien New York)
Telefone: +1 212-708-7414
Funcionamento: Aberto entre 11h e meia-noite

Trailer Park Lounge  
Endereço: 271 W 23rd St, New York,
Telefone: +1 212-463-8000
Funcionamento: entre 12h e 3h

Ricardo Ruas é jornalista, diretor de conteúdo da Oficina das Palavras e passou uma temporada em Nova Iorque onde produziu diferentes materiais para o Senhor Sabor.

 

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Por Ricardo Ruas

Estou no Canadá onde passarei o mês inteiro. Em breve farei algumas colunas com as maravilhas que encontrei por aqui, mas antes quero mostrar para vocês um restaurante super bacana, irlandês, de Nova Iorque. Estive na Big Apple justamente no Patrick’s Day (17 de março) e aproveitei para conhecer um pouco desse clima. A festa é bacana, as pessoas saem às ruas e os bares lotam. Sim, tomei cerveja irlandesa, mas optei por um jantar não tão tradicionalista.

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A entrada foi uma salada caprichada.

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Fui de salmão grelhado (já estava há alguns dias na cidade e precisava de uma receita mais comum ao meu paladar).

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A sobremesa foi uma massa folhada com recheio bem doce. Jantar completo por menos de U$ 40.

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O’Lunney’s
145 W 45th St, Manhattan, NY, Estados Unidos ‎

Lula à dorê
O clima mais ameno, sem a força do Inverno que esse ano resolveu ser bem rigoroso, uma boa pedida é começar a sair mais para as ruas. E uma dica bacana para um fim de tarde é o Águas da Brava, restaurante da Praia Brava em Itajaí. Se puder, experimente a lula à dorê. Prato comum dos estabelecimentos à beira-mar, no Águas, ela é especial.

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Maçã de Fraiburgo
Se viajar de carro pelas estradas catarinenses, aproveite para conhecer os produtos regionais. Como a maçã de Fraiburgo. Capital dessa fruta, a cidade tem uma imensa produção para atender boa parte do Brasil. É bem saborosa e barata durante a colheita.

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Embutidos de beira de estrada
Nessa mesma linha de produtos regionais, na Serra Catarinense existem esses comércios de beira de estrada com embutidos, queijos e afins. Verifique a procedência dos produtos e experimente.

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Ricardo Ruas é jornalista, empresário da comunicação, viajante e apreciador de diferentes comidas e bebidas. Mas curte também o bom e velho prato do dia a dia.