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A história do tradicional Panetone e uma receita do delicioso Chocotone

ss161201Há males que vem para o bem. E que são muito bons. Como, por exemplo, o Panetone. Diz a lenda que o tradicional doce natalino foi criado a partir do erro de um assistente de padeiro da região de Milão, na Itália, chamado Toni. Ele estaria tão cansado de tanto produzir na véspera do Natal que, ao assar uma última fornada de pães enquanto preparava uma torta a pedido do chefe, se perdeu nos ingredientes e colocou as uvas passas na massa de pão. Para tentar resolver a situação, acrescentou todos os outros ingredientes da torta – frutas cristalizadas, manteiga e ovos. A mistura fez o maior sucesso na ceia do chefe e, a partir daí, o “Pane di Toni” passou a ser produzido todo fim de ano.

No Brasil, acredita-se que a iguaria chegou junto com a onda de imigrantes italianos, lá pelo século 19, e ficou tão popular que hoje o país é o segundo maior produtor de panetones do mundo, ficando atrás apenas da Itália. Aqui, já ganhou várias versões, de doce de leite, trufado e um super comum: de chocolate. Hoje, o Senhor Sabor traz uma receita do chocotone para você preparar com a família. Anote aí:

Chocotone
Ingredientes 1ª massa:
100g de fermento fresco
1 colher (sopa) de açúcar
250ml de água morna
375g de farinha de trigo

Ingredientes 2ª massa:
400g de preparo para panetone mix
900g de farinha de trigo
6 gemas
1 pitada de sal
350ml de água morna
1 colher (chá) de aroma de panetone

Ingredientes recheio:
500g de gotas de chocolate

Modo de preparo:
Para a primeira massa, misture o fermento biológico com o açúcar até dissolver, adicione a água morna e a farinha, misture bem e deixe descansar por aproximadamente 40 minutos, até dobrar de volume. Para a segunda massa, bata na batedeira o preparo de panetone, as gemas, o sal e o aroma. Coloque essa mistura em uma vasilha grande, acrescente a primeira massa e misture a água morna. Adicione aos poucos a farinha de trigo e amasse até obter uma mistura lisa e homogênea.
Divida a massa em cinco partes iguais, abra um pouco e coloque o recheio de preferência. Deixe descansar. Eles devem crescer até chegar à borda da forma. Asse em forno médio, preaquecido, por 50 minutos. Espere cinco horas para embalar.

Bebidas tradicionalmente catarinenses

Se tem algo que está no imaginário do catarinense são quatro marcas de bebida que fizeram (e fazem) parte da infância de quem por aqui cresceu. E o Senhor Sabor relembra agora as delícias destas quatro empresas estaduais que ganharam o mercado angariando e contribuindo com experiências pessoais. Quais delas você mais se recorda?

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Pureza
Tem 111 anos de tradição. Por isso a centenária é reconhecida por gerações. Surgiu em Rancho Queimado, no Sul catarinense. A primeira bebida foi a cerveja “Tira Prosa”, que mais tarde ganhou uma versão não-alcoólica chamada de “cerveja-doce”. Não tardou para ser fabricada no sabor guaraná e receber o nome de Pureza.

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Max Wilhelm
A Max Wilhelm nasceu em Jaraguá do Sul, mas transferiu o parque fabril para Blumenau, onde mantém até hoje. A fundação foi em 1925 e, atualmente, são 11 diferentes sabores de refrigerantes e quatro bebidas saborizadas. Os sabores laranjinha e framboesa permearam a infância de muita gente. Cores e sabores que marcaram muitas pessoas.

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Agua da Serra
Em 1943, em Braço do Norte, surgia a Agua da Serra. Em um espaço com apenas dois cômodos, iniciou suas atividades com a produção das Gasosas de Framboesa, Limão, Guaraná e da bebida alcoólica Bitter e do Vinagre Vegetal. O trabalho era artesanal e as entregas eram feitas com carroças em Braço do Norte e nas cidades vizinhas. Mas a empresa cresceu, evoluiu com o mercado e hoje faz vendas até pela internet. A tradicional laranjinha e seu jingle são relembrados pelos catarinenses. A repercussão tornou-se ainda maior quando, há algumas semanas, foi lançado um picolé de Laranjinha Agua da Serra em parceria com a Paviloche Sorvetes.

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Chocoleite
Não é à toa que todas estas bebidas ganharam espaço na vida de quem vive em Santa Catarina. A Chocoleite, de Jaraguá do Sul, também é do começo dos anos 1900: 1913 para ser mais exato. O empreendedor Gustavo Gumz percebeu a oportunidade de adquirir o leite produzido na região e instalou uma pequena fábrica de laticínios. A famosa bebida, no entanto, chegou somente em 1959. O achocolatado tem um sabor único e marcou gerações inteiras.

Pastel de Belém, o tradicional doce Português em terras peixeiras

O Pastel de Belém é um doce típico da culinária portuguesa e faz o maior sucesso na Marejada, em Itajaí, que segue até o dia 15 de Novembro. A receita surgiu no século 19, junto ao Mosteiro dos Jerónimos. A partir do ano de 1837, iniciou- se a fabricação destes doces como uma exclusividade do lugar.

Mas não demorou muito para que a receita fosse passada, secretamente, aos mestres pasteleiros da época, que fabricavam os Pastéis de Belém artesanalmente, na Oficina do Segredo.

Já em terras brasileiras, algumas confeitarias criaram suas próprias receitas e nós separamos a versão produzida pela Padaria do Portuga. Aproveite!

 

 

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Pastéis de Belém (rende 10 porções)
300 gramas de massa folhada (comprar pronta ou fazer a massa)
100 gramas de açúcar
5 gemas de ovo batidas
250 gramas de nata ou creme de leite fresco
casca de limão
canela em pau

 

Preparo: Esticar a massa no rolo até uma espessura bem fina, com 1,5 cm no máximo. Corte a massa em círculo com o cortador e forre as forminhas.
Para o recheio: Em uma panela coloque o açúcar, as gemas batidas, a nata ou creme de leite fresco, um pedaço de casca de limão ralada e canela em pau. Deixe em fogo médio até levantar fervura. Coloque os recheios dentro das forminhas, descarte a casca de limão e a canela. Asse em forno pré-aquecido 200ºC de 20 a 30min. Para servir polvilhe canela sobre os pastéis.

 

 

Olho Embutidos e Defumados participa da 8ª Vitrine Sebrae de Produtos Catarinenses

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Evento tem como objetivo valorizar as empresas do Estado

POMERODE / FLORIANÓPOLIS (SC) – A empresa Olho Embutidos e Defumados, que está há 80 anos no mercado, será uma das participantes do Aroma, Sabor & Arte Catarina – 8ª Vitrine Sebrae de Produtos Catarinenses. O evento promovido pelo Sebrae/SC tem como objetivo proporcionar visibilidade às empresas e oferecer oportunidade de comercialização a todos os participantes, além de apresentar as vocações do Estado. Durante o encontro, que começa nesta quinta-feira (15/1) e segue até 8 de fevereiro, a empresa de Pomerode irá expor dois de seus principais produtos, a Linguiça Blumenau e a Linguiça Húngara. “Ficamos muito felizes em receber o convite para participar de um evento que valoriza os negócios aqui de Santa Catarina. Isso comprova a força do empreendedor catarinense e reforça a qualidade dos produtos produzidos aqui, além de ser uma grande oportunidade de apresentar a nossa empresa para o público”, afirma o sócio da Olho Embutidos e Defumados, Rolf Konell Jr. A mostra estará aberta diariamente das 13h às 21h, no corredor central do Beiramar Shopping, em Florianópolis.

As edições do Aroma, Sabor & Arte Catarina – Vitrine Sebrae de Produtos Catarinenses são orientadas para empreendedores individuais, unidades de produção familiar e empreendimentos de micro e pequeno porte do Estado, também conhecidos como unidades produtivas, limitados aos setores de artesanato, agronegócio, alimentos e bebidas e higiene pessoal, perfumaria e cosméticos.

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Olho Embutidos e Defumados
Localizada em Pomerode, a Olho busca manter viva a tradição dos colonizadores germânicos elaborando criteriosamente embutidos e defumados artesanais da mais alta qualidade. A empresa está presente em mais de 600 pontos de vendas distribuídos em Santa Catarina, Paraná, São Paulo, Rio Grande do Sul e Brasília. Comandada pelos sócios Luiz Antonio Bergamo e Rolf Konell Jr, a Olho, aos 80 anos, é considerada uma das mais tradicionais do Estado. Em 2013, foi o primeiro frigorífico do segmento em Santa Catarina a conquistar o certificado SISBI/SUASA, que autoriza a empresa a comercializar os produtos para todo o país.

Informações para imprensa – Oficina das palavras:
Letícia Oberger – jornalismo4@grupoodp.com.br – (47) 3322-0545 / (47) 9994-1534

Olho Embutidos e Defumados
www.embutidosolho.com.br
Rua Ribeirão Areia, 1822, Bairro Ribeirão Areia
Pomerode (SC)

A colonização e as tradições gastronômicas de Santa Catarina

A região colonizada por portugueses, açorianos, belgas e italianos apresenta uma infinidade de sabores. Assim é a Costa Verde e Mar que conta com  onze municípios que juntos possuem cerca de 32 mil profissionais ligados à atividade de turismo. Claro que toda a tradição também envolve a gastronomia. Conheça os colonizadores e algumas das tradições gastronômicas herdadas em cada uma das cidades integrantes da Costa Verde e Mar.

Bombinhas: Carijós e Portugueses = mandioca e pescado

Balneário Piçarras: Carijós e Portugueses = mandioca e pescado

Camboriú: Portugueses = pescado (robalo)

Ilhota: Belgas = tubérculos (mandioca)

Itapema: Carijós e Açorianos = mandioca e açúcar

Itajaí: Portugueses = mandioca e pescado

Luís Alves: Italianos = mandioca

Navegantes: Portugueses = pescado

Penha: Portugueses = Pescado

Porto Belo: Açorianos = Pescado

Crédito: istockphoto.com