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Dobradinha de jovens chefs em Balneário Camboriú

Ficha técnica
Chef: Marcel Diego Fensterseifer
Restaurante: Mov Café & Bistrô
Cidade: Balneário Camboriú

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Mal tinha chegado à maioridade e Marcel Diego Fensterseifer já pilotava as panelas. Seis anos depois, mas ainda aos 24 anos, ele é um dos chefs do Mov’ Café & Bistrô, onde divide com Felipe Abe o cardápio da casa. A paixão de criança e a chance de praticar ainda muito jovem em casa garantiram o gosto pela atividade. Aos 17 anos, quando viajou para trabalhar fora do país, aproveitou para conhecer culturas e ingredientes.

“O que me despertou uma paixão ainda maior pela gastronomia. A partir daí, busquei sempre me aprimorar”, aponta.

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Diariamente ele vai aprendendo mais e mais, seja por causa dos novos ingredientes e técnicas de preparo, ou até mesmo pela forma de conquistar um cliente pelo sabor do prato preferido dele. E essa conquista merece ingredientes que nunca podem faltar na cozinha de Marcel, como as especiarias e ervas, a exemplo de pimenta, alecrim, tomilho, alho e manjerona. Esta lista já revela um pouco do Senhor Sabor do jovem chef: as delícias da Itália. Tudo graças à grande variedade de aromas, frescor e qualidade.

Ficha técnica
Chef: Felipe Abe
Restaurante: Mov Café & Bistrô
Cidade: Balneário Camboriú

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A jovialidade é marca presente no Mov’ Café & Bistrô. O colega de Marcel é Felipe Abe, que, aos 21 anos de idade, atua na área há nove meses. Apesar do pouco tempo, já tem experiência, tudo por causa de uma infância e adolescência envolta nesta paixão.

“Parto do princípio que, para trabalhar bem, precisamos escolher algo que amamos. E com a gastronomia não é diferente. É uma grande paixão que tenho desde o início da minha adolescência”, revela.

A ideia de cozinhar para outros o deixa fascinado e a reação das pessoas após a experimentação dos pratos é o seu combustível diário. Não importa se positiva ou negativa, ele sempre está atento para aprimorar o resultado. E nem se importa com a pressão do dia a dia. Corre contra o tempo, mas entrega um prato sempre repleto de textura e sabores, com um visual caprichado.

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Na cozinha de Felipe Abe não pode faltar um bom azeite e manteiga. Mas é no molho shoyo que ele tem o seu próprio Senhor Sabor. “Ele me faz lembrar da minha infância quando, principalmente por ser descendente de japonês, eu frequentava e vivia constantemente com a culinária oriental. Nele, tenho minhas primeiras lembranças de comidas, como a yakissoba, o arroz chop suey e gyozas”.

Passaporte para a gastronomia chinesa

Por Manuela Lenzi

Você gosta de comida chinesa? Adora um frango xadrez e um yakisoba? Eu também. Foi com essa ideia que embarquei para China em janeiro de 2012. Mas, engana-se quem acredita que a gastronomia daqui é assim.


Descobri a diferença entre comidas típicas e comidas do dia-a-dia e pude me aprofundar nessa diferença nesses dois meses que passei em Pequim. Felizmente, ninguém por aqui come escorpião de café da manhã, mas para conhecer uma cultura, é fundamental entrar com a cara e a coragem nela.

Foi por esse motivo que fui parar em Wangfujing. É nessa rua que se escondem as iguarias mais estranhas que eu já tive a oportunidade de experimentar. Entre aranhas, gafanhotos, cobras, bicho-da-seda, e outras coisas pouco convencionais, optei pelo mais simpático: o escorpião. Aconselho ter um estômago de ferro.

Mas foi um caso à parte. A capital chinesa guarda um prato típico que me deixou com água na boca. O famoso Pato de Pequim entrou para meu guinness book pessoal. A ave chega inteira na mesa, cabeça e tudo. O chefe corta a carne em finos pedaços e serve junto a uma panqueca e alguns molhos e pastas. Minha preferida foi a pasta de tofu com temperos. Já os ossos do animal são usados para preparar uma sopa, servida no final da refeição.

Certamente o Pato de Pequim foi um dos melhores pratos típicos que tive o prazer de conhecer. Mas não comi tão bem assim todos os dias. Com a rotina de aula e turismo, a única opção é comer em restaurantes bem chineses, sem a história de comida para turista com cardápio em inglês. As refeições principais resumem-se ao macarrão, que eles chamam de noodles, mas é massa caseira, com muito molho e alguma carne com legumes. Alguns são aceitáveis, mas a maioria é impossível descobrir o que se está comendo. Outra opção são os baozis, os pãezinhos chineses. Eles são preparados à base de trigo e água e podem ser recheados com legumes ou carne. Dependendo do recheio, são ótimos, mas confesso que enjoam depois de três semanas comendo direto.

Para quem tem um paladar exótico e quer conhecer a verdadeira comida chinesa eu aconselho um passeio por esse país incrível.



Dica: um bairro recheado de restaurantes, tanto chineses quanto internacionais, é Sanlitun, vale a pena conferir.

Manuela Lenzi é acadêmica de jornalismo na UFSC. Para ver mais fotos de sua estadia na China e saber mais sobre a cultura daquele país, é só acessar o blog que ela criou www.chinainblog.com.br